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Condenado por homicídio e foragido, ex-vice-prefeito de Itu, Oliveira Júnior, é preso

Fontes ligadas ao judiciário dão conta que ex-vice-prefeito foi preso em uma Cidade na Paraíba.

O empresário e ex-vice-prefeito de Itu, Élio Aparecido Oliveira, conhecido apenas por Oliveira Júnior, foi preso por forças policiais estaduais, nesta terça-feira (25), após mais de um ano sendo procurado.

O Ministério Público de Itu confirmou que o ex-vice-prefeito foi detido durante um bloqueio da Polícia Militar na cidade de Picuí — interior da Paraíba — após se identificar com documentos falsos. Ao ser levado para a delegacia, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto pelo crime cometido em 2006.

O empresário era considerado foragido da justiça desde agosto de 2017 após uma batalha de recursos e protelações no processo em que foi condenado. No mesmo mês foi incluído na lista vermelha de procurados da Interpol.

CRIME E CONDENAÇÃO

Em fevereiro de 2015, o tribunal do júri considerou que Oliveira Júnior, de fato, foi o mandante de um atentado contra a vida do radialista Josué Dantas, em 2006, que culminou na morte do advogado Humberto da Silva Monteiro. O Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal, Hélio Villaça Furukawa, condenou o ex-vice-prefeito a 20 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Diante da decisão, a defesa recorreu e a justiça entendeu que o empresário deveria aguardar o julgamento do recurso em liberdade, já que era réu primário e possuía endereço fixo.

Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, a decisão da comarca de Itu foi legítima e a condenação foi mantida, mas o mandado de prisão não foi expedido, gerando um novo recurso, desta vez, do Ministério Público, pedindo a prisão do ex-vice-prefeito.

Em agosto de 2017, a Justiça de Itu atendeu ao pedido do promotor Luiz Carlos Ormeleze e decretou a prisão do ex-vice-prefeito. Decisão esta, que não cabe recurso.

OUTRAS CONDENAÇÕES

Exceto Oliveira Júnior, todos os acusados de participação no crime foram condenados — Tiago Martins Bandeira e Eduardo Aparecido Crepaldi foram acusados de serem os executores. A Justiça também considerou culpados, Luís Antônio Roque e o ex-policial militar Nicéias Brito, que eram seguranças do ex-vice-prefeito.

O ex-chefe de torcida organizada Força Jovem, do Ituano, José Roberto Trabachini, foi acusado de tentar contratar assassinos que cometeriam o crime, mas, foi o único a ser inocentado pela Justiça.

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