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Entenda como trabalham os cães farejadores que apoiaram caso de jovem desaparecida

O Bloodhound provou ser uma das raças mais úteis, usando seu faro para localizar tanto pessoas desaparecidas como criminosos.

Não é de hoje que as polícias usam as habilidades especiais dos cachorros para ajudar no trabalho repressivo ou investigativo. Os cães policiais, chamados K9, são animais treinados e moldados especificamente para determinadas funções, faro e proteção, por exemplo.

Originalmente usados para caça, os cães podem ser adaptados e usados para distinguir e localizar odores específicos, no caso da jovem desaparecida, odores humanos.

O canil da Guarda Civil Municipal de Itu tem uma cachorra com este treinamento específico, a Rhanabela, da raça bloodhound. Segundo o site tudo sobre cachorros, o bloodhound provou ser uma das raças mais úteis, usando seu faro para localizar tanto pessoas desaparecidas como criminosos.

Durante todo o tempo, quaisquer pessoas deixam no ar particulas e células do corpo. Rhanabela, e qualquer cão treinado para o mesmo fim, consegue identificar estas células — que são diferentes de pessoa para pessoa — diferenciando seu grau de concentração no ambiente e discriminando células de duas ou mais pessoas. O animal consegue a identificação do odor a partir de uma referência, que pode ser qualquer pertence usado apenas pela pessoa “alvo”, roupas, por exemplo. A cachorra pode indicar com precisão, um suspeito em meio a um grande grupo, além de conduzir os policiais pela trilha exata até a vítima ou mesmo indicando que aquela área não é promissora para as buscas. O mesmo pode ocorrer em ambientes urbanos ou no apoio ao trabalho investigativo criminal, explica o blog Flan Dogs.

Conduzida pelo coordenador do canil de Itu, Jean Carlos Surian, Rhanabela participou das buscas pelo corpo de Isabela Ferreira desde que o cunhado, apontado como autor do crime, foi preso. Surian explica que mais de cem quilômetros foram andados com a cachorra — em algumas situações apoiando o Corpo de Bombeiros e investigação da Polícia Civil.

CASO

Um homem de 20 anos foi preso na madrugada deste domingo (14), suspeito de matar estrangulada uma adolescente de 17 anos, no bairro Potiguara, em Itu. De acordo com informações da Polícia Militar, o rapaz detido seria cunhado da vítima.

Os policiais informaram que por volta das 18h45 do sábado (13), João Felipe Oliveira de Moura teria se passado pela irmã da garota para atraí-la até um carro, que estava duas ruas abaixo do local onde a jovem morava com a família.

Após um longo trabalho de diligências, os soldados da PM, Reginaldo e Dias, descobriram que a vítima foi vista entrando no carro do cunhado. Os policiais foram até a casa do suspeito e não se convenceram da versão dada por ele. Depois de vistoriar seu veículo, foram encontradas marcas de luta no painel e sangue no lado interno do passageiro. O suspeito acabou confessando o crime e disse ainda que estrangulou a jovem após tentar estuprá-la. O homem teria contado também que — acreditando que ela já estivesse morta — levou o corpo até a ponte sob o rio Tietê, que dá acesso à Estrada Parque (SP0-312) e o jogou na água.

João Felipe Oliveira de Moura foi autuado por tentativa de estupro (art. 213) e feminicídio (art. 121) e seria encaminhado até a Cadeia Pública de São Roque mas cometeu suicídio na cela da Delegacia de Itu.

CORPO ENCONTRADO

Os bombeiros e a Defesa Civil de Salto retiraram do rio Tietê, nesta tarde de sexta-feira (19), o corpo de Isabela Ferreira, que foi reconhecido por um tio.

Orlando Neri, coordenador da Defesa Civil de Salto, explica que as equipes estavam posicionadas no Parque das Lavras quando viram, com binóculos, algo semelhante a um corpo humano sendo levado pela correnteza. As equipes tentaram recuperar o corpo, mas só conseguiram na segunda tentativa por conta da força das águas.

Informações do Tenente Michelin, comandante dos bombeiros de Itu e Salto, dão conta que as vestes e características já levavam a crer que fosse a jovem Isabela Ferreira, de 17 anos, desaparecida desde sábado (13), próprio cunhado confessou o assassinato. Michelin explica que a chuva fez o nível do rio subir consideravelmente, podendo ter desenroscado o corpo. Ainda segundo o tenente, o corpo será enviado ao Instituto Médico Legal de Sorocaba.

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